Em Cartaz

"As Preciosas Ridículas"


Clássico de Molière tem direção de Cláudio Torres Gonzaga, adaptação e tradução de João Bethencourt.

Primeiro grande texto de Molière (1622-1673) e peça que lançou o dramaturgo francês como diretor, o clássico As Preciosas Ridículas estréia nova montagem Com adaptação e tradução de João Bethencourt e direção de Cláudio Torres Gonzaga, reúne no elenco Gustavo Ottoni, Jacqueline Brandão, Bruno Ganen, Janaína Prado, Roberto Padula, Luciano Borges, André Frazzi e Rubens Araújo.

Uma das obras-primas do célebre dramaturgo francês, este texto clássico do século 17 foi inicialmente proibido, mas depois recebeu autorização para ser montado. Aborda um tema bastante atual, a busca pela celebridade instantânea e é considerado pela crítica como o momento em que Molière deixou a farsa pela comédia.

Ridicularizando as “précieuses” (o termo preciosas caracteriza, segundo Molière, mulheres preocupadas excessivamente com a aparência e com o vocabulário fino dos salões sofisticados), Molière inventou a história de duas moças burguesas, Catarina (Jacqueline Brandão) e Madalena (Janaína Prado), que vivem imitando as freqüentadoras dos salões da capital francesa, mulheres socialmente superiores a elas.

Para fingir serem parte da elite, as duas chamam a si mesmas de Polixene e Aminte e intitulam seu criado de Almanzor. Por isso seus namorados decidem aplicar-lhes uma vigorosa lição, vestindo seus criados Mascarille (Gustavo Ottoni) e Jodelet (Bruno Ganen) como nobres e mandando-os cortejar as afetadas senhoritas. No final, a farsa é revelada e as donzelas recebem uma lição dos pretendentes originais

Sobre o texto
Escrito em 1658, As Preciosas Ridículas (Les Précieuses Ridicules) estreou em 1669, em Paris. A peça mostra os burgueses deslumbrados com a cultura dos aristocratas, e como os comerciantes da província – ignorantes e ingênuos – desejavam adquirir o requinte e os meneios falsamente elegantes dos fúteis salões da capital francesa. A comédia provocou estrondosas gargalhadas do público, mas trouxe para Molière a antipatia da deslumbrada burguesia, que se sentiu agredida pelo retrato implacável pintado por ele.

As Precisosas Ridículas inaugurou uma nova fase, na vida do comediante: a da crítica de costumes. O artificialismo, os interesses mesquinhos que geralmente regem as relações humanas, o desejo de ascensão social a qualquer preço e a ganância pelo dinheiro são desvendados pelo autor, nas cortantes tramas de suas comédias. Molière deixou outros clássicos que são montados no mundo inteiro até hoje, entre eles: O Tartufo, O Avarento, Escola de Mulheres, Escola de Maridos, Don Juan e O Burguês Fidalgo

Com essa dimensão de criticar os costumes, a comédia francesa ganhou outra posição entre os gêneros teatrais. Fazendo uma análise dos erros humanos, ela deixava de ser considerada um gênero menor e ingressava no rol das grandes manifestações artísticas, com a mesma dignidade das tragédias clássicas.

Sobre o diretor

Claudio Torres Gonzaga é diretor de teatro e cenógrafo, diversas vezes premiado. Entre as peças que dirigiu, destacam-se BOCA DE OURO e MULHER SEM PECADO, de Nélson Rodrigues; COMÉDIA DOS ERROS, O MERCADOR DE VENEZA e MACBETH, de William Shakespeare; AS ARMAS E O HOMEM DE CHOCOLATE, de Bernard Shaw; e PRECIOSAS RIDÍCULAS, de Molière. Professor e Mestre em Teatro pela Uni-Rio. Participou como ator de diversas campanhas publicitárias, entre elas a do CASAL UNIBANCO. Atualmente é redator da TV Globo, tendo escrito para os programas BELO E AS FERAS, ESCOLINHA DO PROFESSOR RAYMUNDO, MALHAÇÃO, TATI NO FANTÁSTICO, BRAVA GENTE e SAI DE BAIXO. Foi redator final de SOB NOVA DIREÇÃO e há quatro anos comanda a redação de ZORRA TOTAL. Dirigiu a peça ENFIM NÓS, escrita em parceria com Bruno Mazzeo, que está em cartaz no momento.

 

Texto: Moliére. Adaptação e tradução: João Bethencourt. Direção: Cláudio Torres Gonzaga. Cenários e figurinos: Colmar Diniz. Iluminação: Rogério Wiltgen. Coreografia: Cláudio Baltar. Produção – Valéria Meirelles. Direção de Produção – Edmundo Lippi. Realização: Limite 151 Cia. Artística.

 

TEMPORADA:
TEATRO GLAUCE ROCHA
AV. RIO BRANCO, 179
TEL. 2220.0259
BILHETERIA DE 4A A DOMINGO À PARTIR DE 14HS
HORÁRIO: 4ª. e 5ª.  às 19:00hs
INGRESSOS: R$ 20,00
TEMPORADA: DE 11 DE MAIO A 23 DE JUNHO DE 2011